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Telecom Online - Raquel Moreno
Empresa acredita no potencial desse mercado e participa de testes nas operadoras
Responsável pelo fornecimento de sistemas para as primeiras redes IPTV no mundo, a ZTE quer ganhar espaço também no mercado brasileiro. Independente das indefinições regulatórias que ainda pairam sobre esse segmento, a empresa pretende trazer para o país as soluções que implantou em várias operadoras, como Emcali, da Colômbia, Atlas, na Índia, e OTE, na Grécia. Por enquanto, ainda participa de testes em operadoras brasileiras que, até agora, ainda não definiram a forma e os prazos que poderão implementar o novo serviço. As previsões de institutos de pesquisa são de crescimento de 79% da IPTV em todo mundo até 2010. Mas Thiago Haidar, CTO da ZTE, especialista em banda larga, acha que esse número deve ser visto com cautela. Para ele, o crescimento de IPTV não é independente e está atrelado a outros resultados, como o aumento no número de acessos de banda larga, serviços e disponibilidade de conteúdo A ZTE foi um dos participantes do IPTV World Fórum América Latina, que acontece hoje e amanhã no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro.
A linha de produtos da ZTE para disputar esse mercado envolve desde o middleware passando por equipamentos de acesso e servidores de distribuição de conteúdo. Com soluções completas, também quer aliar a sua experiência em outros países para figurar entre os primeiros contratos das operadoras brasileiras nessa área. A empresa tem sido uma das participantes dos testes que vêm sendo feitos pelas concessionárias, concorrendo com fabricantes como a UTStarcom e a NEC. A experiência internacional também deverá contar como aliada nesse processo. Somente na Colômbia, por exemplo, a companhia foi uma das selecionadas para participar de um projeto que envolve a conquista inicial de 13 mil assinantes. Na China, a ZTE responde por um programa de educação à distância que está sendo feito pela China Netcom que utiliza uma infra-estrutura similar à da IPTV e poderá ser aplicada em outros países.
Os investimentos para o mercado brasileiro, por enquanto, estão sendo mantidos em segredo. Segundo Edson Corrêa de Melo Júnior, o motivo é o fechamento do balanço da empresa que obedece ao calendário chinês. Na segunda semana de fevereiro, após a celebração do ano novo chinês, a reunião com todos os presidentes das 100 filiais da companhia distribuídas pelo mundo é que irá referendar as quantias que cada um terá direito no próximo exercício. Por ser uma estatal, a ZTE é obrigada a investir 10% de seu lucro em desenvolvimento em pesquisa.
Uma outra aposta feita pela ZTE no Brasil diz respeito à implantação de uma rede com o padrão PHS (Personal Handy-Phone System), que estará em operação na Transit Telecom no segundo trimestre deste ano. A expectativa é atingir 500 mil assinantes em três anos. A operadora vai oferecer o serviço PHS com facilidades de um aparelho móvel, mas dentro das características da telefonia fixa.
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